O que é CMMI e como usar? Aprenda aqui!

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O que é CMMI e como usar?

O que é o CMMI?

CMMI significa Capability Maturity Model Integration (Modelo de Capacidade e Maturidade Integrado) e como o próprio nome diz é um modelo contendo um conjunto de práticas que servem de referência para que empresas possam melhorar os processos e desempenho no desenvolvimento de produtos e serviços, bem como na prestação de serviços e gerenciamento de fornecedores.

O CMMI foi desenvolvido pelo Software Engineering Institute — SEI, um departamento de pesquisa ligado à Universidade Carnegie Mellon, uma reconhecida instituição de ensino dos Estados Unidos. Eles se destacam pelos grandes estudos na área de informática e programação de um modo geral.

A fim de centralizar as operações relacionadas ao CMMI (treinamentos, certificações profissionais, avaliações, etc), Universidade Carnegie Mellon criou o CMMI Institute, em 2012.

Logo depois, em 2016, a empresa ISACA, detentora do modelo COBIT para governança em TI, adquiriu o CMMI Institute. Eles tinham o desafio de aprimorar continuamente o modelo e ajudar a disseminar globalmente o uso do CMMI nas organizações.

Para entender bem o que é CMMI, é importante saber que existem três visões diferentes do modelo CMMI, de acordo com a versão 2.2, publicada pelo CMMI Institute em Março de 2021.

Quais são as Visões do CMMI?

As visões do modelo CMMI são as seguintes:

  • CMMI Desenvolvimento V2.0 (CMMI-DEV) — modelo de melhoria de processos e desempenho para o desenvolvimento de melhores produtos e serviços.
  • CMMI Serviços V2.0 (CMMI-SVC) — modelo para melhorar as capacidades e processos para fornecer melhor desempenho de serviço.
  • CMMI Gestão de Fornecedor V2.0 (CMMI-SPM) — modelo para melhorar processos e desempenho para otimizar a cadeia de suprimentos.

Estas 3 visões do modelo CMMI podem ser utilizadas respectivamente por empresas que desenvolvem produtos de hardware ou software, empresas que prestam serviços de TI e até outros tipos de serviços como: serviços médicos e educacionais e empresas que gerenciam fornecedores de produtos ou serviços, por exemplo, órgãos públicos que terceirizam a prestação de serviços e o desenvolvimento de sistemas.

Essas visões não são excludentes e uma empresa pode adotar simultaneamente múltiplas visões do modelo CMMI.

Por exemplo, uma fábrica de software pode adotar a visão do modelo CMMI-DEV para ajudar a melhorar os processos de desenvolvimento de sistemas, mas também pode adotar a visão do modelo CMMI-SVC para ajudar a melhorar os processos de operação e sustentação de sistemas.

Quais são as Áreas de Prática do CMMI?

As práticas do modelo CMMI são agrupadas em Áreas de Prática. Na versão 2.2 do CMMI, estão definidas 29 (vinte e nove) Áreas de Prática também chamadas de PA (Practice Area).

A imagem a seguir mostra as PAs do CMMI 2.0.

Áreas de Prática do CMMI 2.0
Das 29 Áreas de Prática do CMMI, 18 delas fazem parte do grupo de áreas de prática principal, comuns às 3 visões do modelo CMMI. Portanto, uma empresa que deseja alcançar qualquer uma destas visões, precisa obrigatoriamente alcançar estas 18 Áreas de Prática.

Por exemplo, a área EST – Estimativa estabelece práticas para ajudar a melhorar o processo de estimativa tanto de trabalhos de desenvolvimento de produtos e serviços como construir um software novo, quanto ajuda também a melhorar o processo de estimativa de trabalhos pequenos de suporte e manutenção desse mesmo software após ser colocado em produção.

Cada uma das visões possui áreas de prática específicas. A visão DEV de Desenvolvimento possui 2 áreas de prática. A visão SVC de Serviços possui 4 áreas de prática. E a visão SPM de Gestão de Fornecedor possui 2 áreas.

Quais são as Áreas de Capacidade do CMMI?

Podemos ver na figura acima que as áreas de prática relacionadas são agrupadas em grupos chamados de Áreas de Capacidade.
As Áreas de Capacidade do modelo CMMI e suas respectivas Áreas de Prática são as seguintes:

  • ENQ – Garantia de Qualidade. Esta Área de Capacidade possui 4 Áreas de Prática:

    • RDM – Desenvolvimento e Gestão de Requisitos
    • PQA – Garantia de Qualidade do Processo
    • VV – Verificação e Validação
    • PR – Revisão por Par
  • EDP – Engenharia e Desenvolvimento de produtos. Esta Área de Capacidade possui 2 Áreas de Prática:

    • TS – Solução Técnica
    • PI – Integração do Produto
  • DMS – Prestação e Gestão de Serviços. Esta Área de Capacidade possui 2 Áreas de Prática:

    • SDM – Gestão de Prestação de Serviço
    • STSM – Gestão Estratégica de Serviço
  • SMS – Seleção e Gestão de Fornecedores. Esta Área de Capacidade possui 2 Áreas de Prática:

    • SSS – Seleção de Fornecedor
    • SAM – Gestão de Contrato de Fornecedor
  • PMW – Planejamento e Gestão do Trabalho. Esta Área de Capacidade possui 3 Áreas de Prática:

    • EST – Estimativa
    • PLAN – Planejamento
    • MC – Monitoramento e Controle
  • MBR – Gestão da Resiliência dos Negócios. Esta Área de Capacidade possui 3 Áreas de Prática:

    • RSK – Gestão de Riscos e Oportunidades
    • IRP – Solução e Prevenção de Incidentes
    • CONT – Continuidade
  • MWF – Gestão da Força de Trabalho. Esta Área de Capacidade possui 1 Área de Prática:

    • OT – Treinamento Organizacional
    • EVSD –  Habilitando a Entrega de Soluções Virtuais
  • SI – Suporte à Implementação. Esta Área de Capacidade possui 3 Áreas de Prática:

    • CAR – Análise Causal e Resolução
    • DAR – Análise de Decisão e Resolução
    • CM – Gestão de Configurações
  • SHP – Sustentação do Hábito e Persistência. Esta Área de Capacidade possui 2 Áreas de Prática:

    • GOV – Governança
    • II – Infraestrutura de Implementação
  • IMP – Melhoria do Desempenho. Esta Área de Capacidade possui 3 Áreas de Prática:

    • PCM – Gestão de Processos
    • PAD – Desenvolvimento de Ativos de Processos
    • MPM – Gestão de Desempenho e Medição
  • MSS – Gerenciando Segurança e Proteção. Esta Área de Capacidade possui 3 Áreas de Prática:

    • ESAF – Habilitando a Proteção
    • ESEC – Habilitando a Segurança
    • MST – Gerenciando Ameaças e Vulnerabilidades de Segurança

Quais são os Níveis de Capacidade do CMMI?

Capacidade é o conjunto de conhecimentos, habilidades e proficiências da organização que normalmente está presente nas pessoas, processos, infraestrutura e tecnologia. É o que a empresa precisa para implementar seu modelo de negócio ou atender sua missão e alcançar resultados de negócio mensuráveis. Com o aumento da capacidade, espera-se um aumento do desempenho dos processos.

Por isso, para facilitar o entendimento e a adoção do CMMI, as melhores práticas são agrupadas em níveis de capacidade compondo um roteiro, um passo-a-passo para ajudar empresas a construir, melhorar e sustentar a capacidade de forma gradual.

Quais são os Níveis de Maturidade do CMMI?

Maturidade é definida no CMMI como um estágio ou nível organizacional que uma empresa pode alcançar. Portanto, o CMMI estabelece 6 níveis de maturidade. Tudo começa no nível 0, avançando nos Níveis 1, 2, 3, 4 até chegar no Nível 5.

A figura abaixo apresenta a evolução de uma organização segundo os níveis de maturidade do CMMI. Cada um desses níveis são descritos a seguir.

Nível 0 — Incompleto

No nível de maturidade 0 chamado de incompleto, a realização do trabalho é feita de forma aleatória, ou seja, pode ou não ser concluído.

Nível 1 — Inicial

No nível de maturidade 1 chamado de Inicial, o resultado dos trabalhos realizados é imprevisível e reativo. Por isso, neste nível, apesar do trabalho ser concluído, muitas vezes é atrasado e ultrapassa o orçamento.

Nível 2 — Gerenciado

No nível de maturidade 2 chamado de Gerenciado, os trabalhos são gerenciados no nível de projeto. Significa que os projetos são planejados, realizados, medidos e controlados.

Nível 3 — Definido

No nível de maturidade 3 chamado de Definido, existe um ponto chave que o faz ser considerado mais proativo e menos reativo do que os níveis anteriores: a definição de padrões de processo para toda a organização fornecendo orientação, entre os projetos, programas e portfólios.

Nível 4 — Gerenciado Quantitativamente

No nível de maturidade 4 chamado de Gerenciado Quantitativamente, já é possível enxergar o que se chama de alta maturidade. Com ele, as organizações e projetos de alta maturidade usam análise quantitativa e estatística para determinar, identificar e gerenciar a tendência e dispersão central. Assim, é possível entender e abordar a estabilidade e a capacidade de processo e como essas impactam nos objetivos de qualidade e desempenho de processo.

Nível 5 — Otimização

O Nível de maturidade 5 chamado de Otimização, também é um nível de alta maturidade. Por isso, as Organizações de Nível 5 focam em melhoria contínua para alcançar processos flexíveis, capazes de responder às oportunidades e mudanças.

Além disso, estas organizações nível 5 buscam estabilizar os seus processos e conseguem prever melhor os seus resultados. Portanto, possuem um ambiente mais adequado e livre para implantar inovações.

Entretanto, vale destacar que esses níveis são continuados, ou seja, têm início no 1 e término no 5. Assim, com base nesse roteiro, é possível que médias e grandes empresas consigam obter mais sucesso em seus projetos. Com isso, as organizações podem conquistar facilmente os mercados interno e externo.

Neste outro artigo, cada um dos níveis de maturidade do CMMI são apresentados em detalhes junto com cenários explicativos dos benefícios que uma organização pode obter ao alcançar os níveis.

A ProMove também disponibiliza um autodiagnóstico gratuito para você saber quais as necessidades da sua empresa para obter certificações de qualidade como o CMMI e MPS.

Por que o CMMI ajuda os softwares a terem mais qualidade?

O resposta é simples. O conceito de CMMI vem sendo cada vez mais utilizado pelos profissionais da área de TI porque ele proporciona diversos benefícios para o desenvolvimento de sistemas e visibilidade da empresa. Por isso, destacamos algumas das principais vantagens dessa utilização. Veja!

Garantia do cumprimento de prazos e custos

O uso do CMMI garante que os prazos e custos que foram acordados com os clientes antes do início do desenvolvimento de um software sejam cumpridos.

Isso ocorre porque o CMMI orienta o planejamento bem-estruturado, baseado em dados históricos que possibilitam previsões precisas, sem imprevistos no percurso das ações.

Gerenciamento de atividades

Fica mais fácil para os gerentes de TI controlarem as suas equipes, uma vez que todas as atividades seguem um processo padrão.

Consequentemente, a empresa conquista um produto padronizado e com menor incidência de erros, ou seja, satisfação garantida.

Menor dependência da empresa com colaboradores

Na área de TI, é bastante comum que os gerentes se vejam em situações difíceis quando um funcionário deixa a equipe e leva com ele muito conhecimento específico sobre os projetos em andamento.

Com o CMMI isso não acontece, pois são usadas as informações históricas de maneira intensiva, com registros realizados. Isso faz com que o trabalho em andamento pode ser assumido por qualquer profissional.

Melhoria contínua

O CMMI é um processo que se baseia em um ciclo de melhoria contínua. Desse modo, de tempos em tempos, deve ser analisado aquilo que está dando certo e o que precisa ser melhorado na realização de sistemas.

Isso irá refletir no desenvolvimento de sistemas de mais qualidade, maior facilidade de uso, prazos de entrega e custos bem-definidos para os clientes, que certamente ficarão mais satisfeitos com o produto adquirido.

Por que usar CMMI?

Ainda não se convenceu de que CMMI é uma ótima ideia a ser adotada por sua empresa? Então veja aqui os principais benefícios experimentados por quem já utiliza o conceito.

Melhor distribuição de tarefas

Em primeiro lugar, quando uma empresa opta por CMMI, a distribuição de tarefas fica mais clara e elas são executadas de forma mais produtiva. Com isso, a empresa experimenta economia de custos, equipe integrada e resultados mais satisfatórios.

Essa produtividade acontece porque toda a equipe trabalha entendendo melhor as etapas que devem ser concluídas, sem sobrecarga de funcionários.

Mais controle

Em segundo lugar, com o CMMI, os líderes conseguem controlar ainda mais os projetos. Isso faz com que o tempo gasto seja menor e que tudo esteja exposto de forma mais transparente.

Outra vantagem é que o CMMI possibilita a precisão do tempo de conclusão de tarefas e mais garantia de cumprimento de metas e, além disso, também é possível utilizar o orçamento da melhor forma possível. Portanto, com certeza você não terá mais surpresas desagradáveis ou gastos emergenciais.

Aumento da qualidade dos produtos

Em terceiro lugar, é possível dizer com certeza que, empresas que adotaram o CMMI conseguem diagnosticar problemas mais facilmente e isso reflete diretamente nos produtos criados.

Consequentemente, os softwares conseguem atingir mais diretamente as necessidades do cliente, aumentando a satisfação e os resultados gerais de uma empresa. Com isso, é possível entender, de forma mais fiel, o que seu consumidor precisa e quais são suas principais queixas.

Melhoria na integração das equipes

Em quarto lugar, as equipes conseguem uma integração mais harmoniosa com as etapas de produção fluindo melhor. Além disso, é muito mais prazeroso e motivador na hora de trabalhar.

Etapas claras e prazos possíveis fazem com que o clima da empresa melhore. Isso aumenta a produtividade e a qualidade do resultado final do seu produto.

Uma equipe motivada e comprometida pode mudar o rumo de uma empresa, além de evitar demissões e alta rotatividade de pessoal.

Destaque perante a concorrência

Em quinto lugar e não mais importante, o fato é que, com tudo dando certo, fica bem difícil a concorrência não se sentir incomodada, não é mesmo? Você verá clientes migrando para sua empresa e poderá ter maior relevância no mercado, o que aumenta os lucros e possibilita a criação de novos produtos.

Além disso, você ajuda a capacitar seus funcionários, que entenderão melhor a gestão de projetos em nível global, fazendo com que sua empresa seja vista como um ninho de talentos.

Isso atrai novos clientes e oferece autonomia aos colaboradores, que passam a se comprometer cada vez mais com os resultados da empresa.
Outra vantagem é que vocês se mostram um time antenado a estratégias e métodos modernos, ganharão credibilidade e a confiança do consumidor, que percebe o comprometimento do trabalho.

Em conclusão, o CMMI pode ser tudo o que você precisava para sua empresa, já que trabalha na produtividade, na satisfação do cliente, na redução de custos, na economia de tempo e também na excelência dos seus produtos. Demais, não é mesmo?

Confira resultados reais de melhoria de qualidade de software através do CMMI:

Quer saber mais sobre o CMMI?

Para aprender um pouco mais sobre o modelo CMMI, assista a estas duas aulas disponíveis no nosso canal do Youtube:

Além disso, você pode acessar essa playlist com webinars realizados pelos nossos especialistas Mariano Montoni e David Zanetti, certificados como Lead Appraisers pelo CMMI Institute.

Agora que você já entende um pouco mais sobre o que é CMMI, para que ele serve e por que é importante para a sua empresa, é bem provável que tenha ficado interessado em contar com essa metodologia na sua empresa e se destacar ainda mais, não é mesmo? Então, basta encontrar uma boa consultoria que o ajude em todo esse processo.

A ProMove é uma empresa de consultoria que investe na capacitação contínua sobre as melhores práticas de desenvolvimento de software. Em consequência, são mais de 11 anos de experiência em melhoria de processos de desenvolvimento de softwares com base no CMMI, MPS, ISO, Agile e DevOps. Entre em contato conosco!

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About the author

Consultor em Melhoria de Processos na ProMove. Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010), Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Bahia (2000). Possui experiência em melhoria de processos, gerência de projetos e coordenação de equipes de consultoria. É consultor na implantação de processos aderentes aos modelos de qualidade CMMI e MPS. Atuou na concepção/desenvolvimento de um framework na linguagem .Net. É certificado ITIL v3 Foundation. É instrutor credenciado dos cursos de capacitação do modelo MPS. É implementador credenciado do modelo MPS para Software e MPS para Serviços. É avaliador líder experiente do modelo MPS para Software e Serviços. É avaliador líder do modelo CERTICS.

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