CMMI 2.0: entenda o que é e quais as mudanças dessa versão

ProMoveCertificaçãoCMMI 2.0: entenda o que é e quais as mudanças dessa versão
CMMI 2.0

Desde que surgiu, o CMMI (Capability Maturity Model Integration) já passou por diversas modificações e versões. O recurso, usado como ferramenta de melhoria contínua de processos, é uma metodologia inovadora e muito adotada, principalmente por empresas de desenvolvimento de software. Atualmente, a versão é a CMMI 2.0, que apresenta diversas particularidades e é considerada uma grande evolução.

Esse novo modelo foi disponibilizado em 2018 e chegou prometendo abranger diversas áreas no mercado. Mas quais são essas grandes novidades?

Para você entender tudo o que precisa a respeito do CMMI 2.0 e suas especificações, preparamos este post completo. Continue a leitura e veja como essa metodologia pode contribuir com seu produto!

O que é CMMI 2.0?

Lançado em 2018, o CMMI 2.0 é um modelo que foi desenvolvido para ajudar as empresas a criarem um “road map” de melhoria contínua de processos. Embora possa ser utilizado amplamente pelo mercado, o CMMI contribui para que as empresas que contratam softwares possam escolher bons fornecedores, com prazos e custos previsíveis.

Isso contribui com o planejamento da organização e ainda auxilia no dia a dia, mantendo os processos organizados e alinhados em um framework de qualidade.

Anteriormente, com o CMMI 1.3 e com as variações de CMMI Desenvolvimento, CMMI Serviços e CMMI Aquisição, muita coisa melhorou. Ainda assim, a versão não cumpria com a harmonização e ainda apresentava muitas inconsistências.

Foi assim que surgiu a versão 2.0: uma integração de todas essas evoluções. Para manter a compatibilidade com a versão anterior, o CMMI Institute disponibilizou diferentes “visões” do mesmo modelo: desenvolvimento, serviços e gestão de acordo com os fornecedores.

Como funciona o CMMI 2.0?

Com a união de todas as versões, agora, o CMMI está mais fácil de ser adotado pelas empresas. Para atingir a qualidade de hoje, o CMMI Institute revisou todas as práticas e conteúdos que eram disponibilizados e que não agregavam valor.

A versão atual atesta a aderência dos processos da empresa ao modelo. É importante saber que nem todas as organizações podem fazer essa avaliação.

O profissional deve ser certificado e autorizado para atuar como avaliador. Mariano Angel Montoni, engenheiro de software da ProMove Soluções, é um dos quatro profissionais brasileiros aptos a realizar tal atividade e garante que esse é um processo bastante criterioso.

Atualmente, a avaliação dos processos de uma empresa a partir do CMMI 2.0 é feita de três formas: Evaluation, Benchmark e Sustainment. A avaliação referente a um registro oficial do CMMI é a Benchmark. Nesse caso, o resultado é publicado com validade de três anos, e as empresas podem usá-lo para participar de concorrências ou como estratégia de marketing.

A avaliação do tipo Sustainment é uma novidade no CMMI V2.0. Muitas empresas reclamavam do custo e do esforço para realizar uma avaliação CMMI. A avaliação Sustainment é mais rápida de ser realizada, pois são avaliados apenas uma parte do escopo da organização. No entanto, é necessário ter feito uma avaliação de Benchmark previamente. Além disso, a avaliação de Sustainment tem validade de apenas dois anos e o escopo da avaliação deve ser o mesmo da avaliação de Benchmark anterior.

A avaliação de Evaluation é um tipo de diagnóstico inicial dos processos sem validade oficial e que pode ajudar a organização a entender os pontos fracos e o que precisa ser realizado para implementar processos aderentes ao nível pretendido do modelo CMMI V2.0.

A avaliação oficial do tipo Benchmark ou Sustainment considera a avaliação a partir de uma amostra da execução dos processos da empresa. São coletados documentos e artefatos para evidenciar que os processos foram executados.

Posteriormente, então, o avaliador líder, devidamente certificado pelo CMMI Institute, analisa o conjunto de documentos resultante da amostra e atribui uma caracterização às práticas das áreas que compõem o nível do modelo escolhido.

São avaliações bastante rígidas, daí a necessidade de um profissional autorizado fazê-las. O ideal é contar com a ajuda de uma firma especializada e confiável, afinal, esse é um investimento.

Caso a empresa atenda aos requisitos do método de avaliação, ela recebe um certificado com o nível de maturidade que seus processos demonstraram. Isso aumenta a confiança dos clientes e mostra que sua empresa prioriza a transparência e o comprometimento com a qualidade.

Para que serve o CMMI 2.0?

Desde seu surgimento, o CMMI chegou para ser uma abordagem de melhoria contínua de processos. Ele funciona para tornar as etapas de um trabalho eficazes e para ser um guia de melhorias que pode ser aplicado tanto a um único projeto quanto à organização inteira.

Com o CMMI 2.0, isso não é diferente: ele serve para analisar o nível de maturidade dos processos realizados por uma organização. Após serem avaliados, a empresa consegue um certificado que, na prática, mostra ao mercado sua seriedade e sua preocupação com a qualidade dos processos. Isso aumenta a confiança dos clientes e melhora a reputação da empresa perante seu público-alvo e seus concorrentes.

Quais as principais mudanças aplicadas ao CMMI 2.0?

Houve mudanças bastante significativas no CMMI 2.0, se comparado à versão anterior, 1.3. A arquitetura diferenciada pode ser separada em, basicamente, cinco mudanças:

  • linguagem amigável sobre o modelo e conteúdo informativo;
  • abordagem rígida para medição de resultados efetivos focados em melhorias contínuas;
  • conteúdo específico para desenvolvimento de produtos;
  • classificação das áreas em “Categorias” e “Áreas de Capacidade”;
  • treinamento para atualização a respeito da nova versão em formato online.

Agora, o conceito de nível está inserido dentro de cada área de prática. Você poderá visualizar as práticas aplicáveis de acordo com o nível que deseja conquistar.

A figura abaixo mostra as áreas de práticas que são iguais nas visões CMMI 2.0 Development e CMMI 2.0 Services, bem como as áreas específicas de cada visão.

Pode-se notar que boa parte das áreas são compartilhadas, ou seja, em uma avaliação conjunta dessas visões, o esforço para preparar e executar a avaliação é reduzido significativamente. Isso acontece porque as áreas compartilhadas podem ser avaliadas uma única vez nas duas visões dependendo do escopo da avaliação.

Quais os benefícios do CMMI 2.0?

Ainda não está convencido dos benefícios do CMMI 2.0 para a sua empresa? Então confira a lista abaixo e veja por que investir nessa avaliação:

  • melhoria constante de qualidade e desempenho;
  • processos mais bem estruturados;
  • retorno rápido dos investimentos em melhoria de performance;
  • mais qualidade nos produtos da empresa;
  • cumprimento de prazos levados à risca e sem atrasos;
  • menor chance de retrabalhos;
  • maior satisfação dos clientes;
  • diminuição do turnover de profissionais;
  • maior vantagem competitiva perante os concorrentes;
  • maior chance de fechar contratos, principalmente com órgãos governamentais;
  • redução dos custos totais de aquisição de certificações;
  • adoção de modelo de referência para softwares de qualidade.

É importante salientar que, depois que o mundo experimentou a mais recente grave crise econômica, muitas empresas deixaram de lado a busca pela excelência em qualidade.

A desistência de investimentos na área fez com empresas de grande porte e relevância perdessem seu espaço no mercado. Por isso, é essencial que o CMMI seja visto como investimento, não como gasto.

Se você quiser manter sua reputação e aumentar as chances de fechar grandes contratos, não deixe de ir atrás de sua avaliação CMMI. A ProMove foi a empresa brasileira que mais realizou avaliações oficiais do CMMI no ano de 2018.

Está convencido de que você deve se adaptar ao CMMI 2.0? Então, entre em contato com a gente e veja como podemos ajudar a sua companhia a ser cada vez melhor.

Sobre o Autor

Consultor em Melhoria de Processos na ProMove. Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010), Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Bahia (2000). Possui experiência em melhoria de processos, gerência de projetos e coordenação de equipes de consultoria. É consultor na implantação de processos aderentes aos modelos de qualidade CMMI e MPS. Atuou na concepção/desenvolvimento de um framework na linguagem .Net. É certificado ITIL v3 Foundation. É instrutor credenciado dos cursos de capacitação do modelo MPS. É implementador credenciado do modelo MPS para Software e MPS para Serviços. É avaliador líder experiente do modelo MPS para Software e Serviços. É avaliador líder do modelo CERTICS.
Optimized with PageSpeed Ninja